Por: Rosangela Perez.
Fotos: Ricardo Monteiro/R2
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Os oásis das grandes cidades.



    O café é considerado hoje uma das bebidas mais populares do mundo. Sua origem tem diversas hipóteses, uma delas fala de um pastor de ovelhas que passou a observar que alguns de seus animais, justamente aqueles que comiam determinada frutinha, eram muito mais saltitantes que os outros. Levando as tais “frutinhas” a um monge, este descobriu que a partir de uma infusão obtinha um líquido escuro, de aroma delicioso, que o ajudava a manter-se acordado durante suas noites de vigília e prece.
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      Verdadeira ou não, essa delicada história é um bom início para nosso café. As cafeterias surgiram em Meca, como centros de encontro para religiosos muçulmanos, que não consomem nenhum tipo de bebida alcoólica, e aproveitavam o lugar para conversar e saborear a bebida.

      Com a chegada do café na Europa, encontros sociais, políticos e culturais passaram a acontecer em cafeterias. Em Viena, após uma tentativa frustrada de conquista pelos Turcos, sacas de café foram abandonadas na entrada da cidade, e a partir de então o café coado passa a ser bebido com leite e açúcar, surgindo assim o famoso Café Vienense.


     A partir daí o café se espalha por todo o mundo. Atualmente o Brasil 
é responsável por 30% do mercado internacional, e ocupa a posição de 
segundo mercado consumidor do mundo. Quatro Estados se destacam 
em poder de produção: São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.

        

O café

 

         A palavra café vem do árabe “Qahwa”, excitante. A florada do café ocorre em plena primavera, e é a fase mais importante do processo. Cada galho da planta se recobre de flores com aroma de jasmim, que desabrocham ao mesmo tempo, em uma mesma manhã. Da flor temos o fruto, o grão, que assume um tom avermelhado quando maduro.

         Para ser consumido o grão deve, obrigatoriamente, ser torrado. O processo de torrefação é super importante, podendo ressaltar o sabor de diversas formas. Para cada tipo de café há um grau de torra diferente.

         Os cafés estão divididos basicamente em quatro categorias: Tradicionais, Superiores, Gourmet e Especiais. Esta determinação é 
definida de acordo com os tipos de grãos utilizados e sua mistura (blend).

 

 

Produtos Especiais

 

         Todas as decisões na criação e apresentação de uma marca de café giram em torno de seu aroma e sabor. A delicada escolha dos grãos oferece 
o diferencial de um bom café, e a definição das louças também segue 
critérios especiais, podemos citar como exemplo estudos que apontam que xícaras altas e estreitas concentram melhor o aroma, não permitindo que ele disperse e desapareça com rapidez.

         O cardápio das cafeterias cresceu, se modernizou. Hoje, 
principalmente na Europa, tomar bebidas preparadas a base de café, os 
cafés gelados, já é uma realidade muito bem vinda. O tabu sobre tomar 
“café gelado” caiu por terra pelo sabor incrível e pelo toque refrescante da bebida, em receitas desenvolvidas para aguçar e surpreender os paladares mais exigentes.

                   

            O café no mundo.

 

. Áustria: Café Viena, tomado com leite.

. Oriente Médio: Especiarias como canela, cardamomo, alho e gengibre 
são utilizadas para acentuar o sabor do café.

. Bélgica: É servido acompanhado de um pequeno pedaço de chocolate, colocado no interior da xícara.

. Itália: Café expresso, sempre servido em pequenas xícaras.

. Grécia: O café sempre é servido acompanhado de um copo de 
água gelada.

. Cuba: Tomado em um só gole, muito forte e bem adoçado.

. Alemanha: Leite condensado e chantilly acompanham o café.




 

 

 

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